terça-feira, 13 de março de 2012



Todos que passam pelas nossas vidas nos acrescentam algo. Sempre. Por menor que seja.
Estava prestes a ficar encafifada com amigo pela forma pouco "disposta" e bastante breve com que se despediu.
"Vixe, tá bravo!" - pensei na hora.
Aí, me lembrei de certo ser vivente que atravessou curtamente meu caminho. Certa feita, com a mesma encafifação, o indaguei: "Ficaste bravo? Fiz algo?"
Eis que o cidadão me responde, com sua pouca simpatia habitual: "Mas que coisa! Tem algum motivo pra ter ficado bravo? Tu fez alguma coisa? Nãaoo!!! Então, não fez nada, não tem o porque, mas que 'saco'!"
Entonces, tratei de desencafifar prontamente.
Chega a ser engraçado como, às vezes, procuramos problemas onde não há, e por isso, acabamos criando uma discussão, uma intriga, tudo pra ver saciada uma fome de saber de tudo, a todo custo.
Outra hora, se perceber algo estranho, questiono o que possa ter ocorrido, em geral, não especificamente comigo.
Afinal, se não sou a panacéia (cura para todos os males), também não sou a caixa de pandora (origem de todos os males)!





Val

13/03/12

quinta-feira, 8 de março de 2012

Minha colega acaba de receber um lindo buquê de rosas vermelhas e amarelas ... pelo dia da mulher...
Tão lindo ver a emoção, os olhos enchendo de lágrimas, a gratidão ...
Feliz do homem que consegue despertar isso numa mulher,
e mais,
que sabe o que fazer com isso!

Val
08/03/12

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012



Tem dias que a gente não quer muita coisa, sabe?
Não precisa de contos de fadas, nem de nada muito meloso ou apimentado.

Uma xícara de café, um olhar seguro, e um:
"Calma, vai dar certo. Eu te ajudo!"

já seriam um santíssimo remédio ...

Val
09/02/12

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Sobre receber flores ...




Hoje, quando saí do trabalho na hora do almoço, vi uma senhora indo abrir o portão da bela casa para receber um pequeno arranjo de flores.


Nada de mais.


Apenas o senhor do mercado, parado no portão, esperando para entregar um presente pr’aquela senhora.
Fiquei feliz por ela, pois, por uma fração de segundo (menor do que se possa medir) me senti na mesma posição, de abrir o portão para receber uma flor.
Talvez fosse seu aniversário, ou aniversário de casamento.
Pessoas não recebem flores, assim, por receber. Tem que ter um motivo considerável. Besteira, na minha opinião.


Fiquei pensando ...

Nunca recebi uma flor. Talvez, quando morrer, as receba todas de uma vez. De que me adianta? Entendam, não é melodrama. É fato. Não verei sua beleza, não tocarei suas pétalas, não sentirei seu perfume, não machucarei os dedos nos espinhos, não ficarei atarantada pensando onde as colocarei, e, muito menos, retribuirei com um sorriso gostoso a quem me presenteou. Não produzirão efeito algum ...
Quantas pessoas passam a vida sem receber uma flor, mas, quando partem (seja eternamente ou não) quem convivia com elas, se apressa em buscar palavras, e flores, para demonstrar a falta que sentem.


Mas, demonstrar pra quem? Oras, o maior interessado jamais saberá ... Os outros não precisam medir o ‘quantum’ do seu sentimento, isso para nada será aproveitado.
Sei lá, mas não seria melhor expressar isso em tempo? Deixar a pessoa saber como você se sente em relação à ela. Se alguém lhe faz bem a ponto de lhe pôr um sorriso nos lábios, ou se alguém melhora o seu dia de alguma forma, então, essa pessoa não merece uma flor?
Algumas pessoas merecem mesmo, é um jardim, daqueles com chafariz e tudo, mas é tão simples, uma flor ... Efêmera, como diria Shakespeare, mas ainda assim uma flor.


Não é a flor em si, na verdade, é o que ela representa. É uma forma de dizer ‘obrigada’.


Obrigada por tudo e por nada. Por existir, por estar ali, por fazer sorrir, por fazer falta, por que te traz boas lembranças. Só.
“Ah, isso é muito piegas!” – bom, então, eu sou piegas. A diferença, é que gosto de ser, e assumo isso. Todos gostam de receber carinho de uma forma ou outra, mas, por ser 'muito piegas', poucos fazem ... "É ridículo - ficar falando disso - ele(a) já sabe!" Ridículo é colocar uma linda flor sobre uma lápide, e ter que deixá-la perder o viço sem ver a reação de quem a recebeu.


Mas, se alguém, por algum motivo, qualquer que seja, merece uma flor, faça sua parte. Dê.


Quem a merece, pode já ter lhe dado os jardins suspensos da Babilônia sem que você tenha percebido...



Valmiriane Boschetti

12/01/2012

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012



Estive pensando hoje à tarde ...


Já estamos em 2012 e nem fiz minha lista de pedidos/desejos para 2011...


Bem, nos anos anteriores havia feito, e nada para o qual não me empenhei, deu resultado (o que é fato, já que em tudo há que se ter empenho e um mínimo de dedicação).


Então, neste ano, vou fazer diferente.


Sem lista!


A cada novo dia, será um novo desejo, uma nova meta.


Vencer um desafio, fazer algo novo, algo que nunca fiz, me permitir pequenas coisas das quais às vezes me privo por puro comodismo, ou algo mais simples, nem que seja sorrir, ou fazer alguém sorrir também...


Vou tentar assim, quem sabe dá certo?


Cuidar do jardim pra que os beija-flores cheguem...


quarta-feira, 26 de outubro de 2011




Sempre ouvi, e pensei, que as pessoas, em geral, quando morrem, tornam-se boas.
Até hoje.
Velórios não são agradáveis, fato. Mas é interessante o que se observa ali.
Hoje, tive a oportunidade de ouvir e compartilhar histórias de minha Tia-Avó, tão querida por todos ...
Com quem falei, de quem ouvi, foram boas histórias, engraçadas, e inspiradoras.


- Certa feita, chegou em casa um enteado dela, e viu-a sentada no escuro, com seu crochet em mãos, tentado fazê-lo. Ele perguntou a ela: "Tia, o que a senhora está fazendo aí, no escuro? Ela, prontamente, respondeu: "Estou rezando pra que clareie um pouco, pra eu fazer meu crochet!" hahahaha-


Refleti um bocado desde sábado quando a vi tão fraquinha, tal qual uma criança indefesa, sobre os valores que conservamos e pelos quais pautamos nossas vidas...
Notei que aquilo que às vezes me soava como possivelmente enfadonho, na verdade me fazia feliz, e lamento não ter feito mais, como por exemplo visitar a Tia e o Tio.
Tão amorosos um com o outro, tão bem-humorados, mesmo diante das mãos calejadas e dores nas costas, pernas e almas...
Sempre contavam-me boas histórias, de um tempo em que a vida era um bocado mais difícil, mas nem por isso menos agradável. Estas histórias que lembrei hoje, com o coração triste pela falta que agora sente.
Ouvi de todos com quem falei palavras de admiração sincera pela minha querida Tia Rosalina. Digo sinceras, porque olhos que se enchem de lágrimas enquanto a boca fala das lembranças, dificilmente mentem ...
"Ela ajudou a tudo e a todos" foi o que mais ouvi. E comprovei isso desde menina, em todo tempo que estive com ela.
As lições que me deixou, ainda vou seguir aprendendo, pois foram muitas pra se dar conta em tão pouco tempo.
Lembro que sempre que conversava com ela, ela me dizia o quanto se preocupava pelo fato de eu chegar tarde da aula.
Lembro da preocupação com o marido, com quem casou aos 76 anos, e o quanto procurava cuidar dele, e evitar que ele se se preocupasse.
Lembro das risadas, quando ele fazia alguma brincadeirinha típica de casal, tal como um tapinha no bumbum.
Sim, depois dos 80 é possível amar e demonstrar este amor.
No momento, estou ainda refletindo sobre os valores que tem pautado a minha vida, mas de uma coisa estou certa, vale a pena viver!
Ela viveu uma boa vida, e partiu tranquila. Estou certa de que, se houver jardins nos céus, ela estará lá, todos os dias, no pôr do sol, regando as flores (permitam-me a licença poética).
E os gerânios? Continuam lindos! Dormirá linda, com alguns deles consigo.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011


Eu, hoje, não queria muita coisa...
Queria um par de asas, bonitas, grandes o suficiente pra não só olhar o pôr do sol através das nuvens, mas pra vê-lo virar amanhecer sentada numa delas...
Melhor se tivesse outros dedos pra entrelaçar ...